sexta-feira, 11 de novembro de 2011

assim

Um pai  e um filho, sentados ao verde, ao azul, falam e ninguém os ouve.
O filho desenha uma linha no peito, e arrisca:

-Pai, amor é assim?

domingo, 6 de novembro de 2011

mil braços

Há um monstrinho atrapalhado de mil braços no meu coração. Tudo por que ele lutou até hoje foi poder dar um abraço. No entanto, eles não cairão por meu infinito amor.

sábado, 5 de novembro de 2011

mais uma vez

Em meu perdão e loucura, nada acontecia se não acontecia dentro do coração.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ao amor sem fim

Que tom de azul é esse que está dentro de mim?

Não pude sentir sua voz por um segundo. Eu pegava suas palavras e colava no céu. Seu amor me deu sol, e eu não gostava de sol. Então pedi humildemente por chuva. E pensamentos surgiram na sua cabeça, eu o sei, perdão, pois eu os medi.
Amor, você não é ciência. Meço-te entre equívocos e peço para que conheças a vida comigo. Sinto-me aos pares.

Eu já não sei quantos corações batem dentro de mim.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

concreto

Porque acordou antes do sol, atreveu-se a perguntar:
Que frio é esse que oferece o direito de fechar a porta para as pessoas e separar a casa? Porque o lápis nos dá direito de errar?
E ouviu-se:

-De concretude pouco sei, pequena; como - senão pelo bem do amor - alguém saberá se ela desmonta ou monta esse grande quebra-cabeça?

terça-feira, 24 de maio de 2011

simples

Queria ter dito um pouco mais, de fato. Cheio de sentimentos de altura. Há de ser eremita para as palavras? Que sentido há? Deste livro das perguntas, amor, sobra o frágil título de último. Não pude ser para todos os lados, mas fui para o seu. Não sei ser nem viver apesar, mas tenho ouvido melodia de amor. Por vezes ouço esse voo, que me leva. Não ousei escrever uma linha sobre a tal morte, amor, pois a pipa nunca cai do céu. Não ousei escrever uma linha sobre o tempo eterno, amor, pois começa agora, e só sei tal caminho.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

puro

Se eu pudesse, amor, eu te daria o maior dos versos. Haveria poucos nomes. Pensaria em Deus e te colocaria no verso ao lado.
Eu posso te dar o maior dos versos, amor, pois os cansados vivem em terra de braços, e hei de ver suas pequenas mãos curadas por um bom caminho de fim de setembro.